carregando...

Gustav Klimt – O amor nas obras do artista

Gustav Klimt – O amor nas obras do artista
Recentemente comemoramos o aniversário de 150 anos de um dos maiores artistas da alma feminina. Enquanto Sigmund Freud analisava a mente humana, Gustav Klimt – um pintor extraordinário – se insinuava, com a mesma profundidade, no íntimo agonizante da sociedade de Viena. Sensível intérprete da alma feminina e maior simbolista vienense, Gustav Klimt, através das pinturas das suas mulheres fatais, apresentou, em suas obras, temas como amor, vida e morte.

O artista nasceu em 14 de julho de 1862, na cidade de Baumgarten, subúrbio de Viena (Áustria), e, com apenas 14 anos, frequentou uma Escola de Artes Decorativas. Anos mais tarde, junto com seu irmão Ernest e seu amigo Franz Match, teve seu próprio ateliê. Juntos, eles decoraram dois grandes edifícios públicos em Viena, e o sucesso deste projeto o inseriu no mundo da burguesia.

 

Hygieia. 1907 Detalhe da obra de Gustav Klimt.

Gustav Klimt foi o maior dos pintores do Art Nouveau, estilo estético criativo que se caracteriza pela valorização do trabalho manual. Klimt apresentou suas obras em formato quadrado, com a utilização de formas geométricas, mosaicos, folhas de ouro e prata, além de forte conteúdo erótico. Com figuras humanas em ornamento assimétrico, com vários temas decorativos e forte presença de mulheres em suas obras, Klimt, de certa forma, possibilitou uma ousada e delicada visão do universo feminino.

 

Não se sabe muitos detalhes sobre a vida amorosa de Gustav Klimt – grande apreciador da beleza feminina – mas alguns historiadores dizem que as mulheres fatais e provocantes de suas obras seriam uma fuga para sua timidez diante das mesmas. Há quem diga que ele se inspirava em Otto Gross, discípulo de Freud. Gross acreditava que o erotismo era a fonte de ideias libertárias. 

Essa apreciação ou obsessão por mulheres fez com que Klimt representasse a figura feminina de diferentes maneiras, e cada uma delas com possibilidades de interpretações diversas. Mas entre essas múltiplas interpretações, destacam-se aquelas que, de alguma forma, expressam o amor em formas diferentes. Por exemplo, na obra O Beijo (1907/08), Klimt apresenta um momento de paixão de duas pessoas, e a disposição do casal passa a ideia de que eles parecem emergir de um campo de flores. O dourado, característico na obra do artista, predomina, dando mais ênfase à cena apresentada, o que ressaltaria o possível amor do casal. A roupa com pontos brilhantes e pequeninas flores dão um ar de meiguice, ternura e serenidade. A mão do homem, que parece tocar delicadamente o rosto da mulher, junto com o cenário da obra, leva a pensar que se trata, sim, de um casal apaixonado. Essa exuberância de vida e cores, o capricho e riqueza de detalhes transmitem um ar sensual e também de sonho e fantasia. 

É possível encontrar outro significado do amor na obra O cumprimento (1905/09)… 

Continue lendo na edição 47, para comprar clique aqui!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *