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Grafite – Arte de Rua

Grafite – Arte de Rua

Grafite dos “Gêmeos Grafiteiros”, na lateral de um prédio, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo/SP. Foto: Fernando Souza.

O grafite faz parte de um movimento de live art. Renato Coen assim define a live art: “A live art é a arte ao vivo e também a arte viva… é um movimento de ruptura que visa dessacralizar a arte, tirando-a de sua função meramente estética, elitista. A ideia é resgatar a característica ritual da arte, tirando-a de seus ‘espaços mortos’, como museus, galerias, teatros, e colocando-a numa posição ‘viva’, modificadora” (1989: 38).

Um dos espaços mais vivos e modificadores é o espaço das ruas de uma cidade, com seu cotidiano, onde há uma interligação entre sistemas de culturas diferenciadas, que se conectam entre si. É um espaço propício para levar uma mensagem artística através do grafite e que de várias formas quebra a rotina, chamando a atenção para diversas ideias, sejam de protesto, de conscientização, ou apenas uma mensagem artística que não banaliza o olhar, mas leva o indivíduo a um pensamento mais crítico sobre as imagens cotidianas.

Pelo fato desse tipo de arte apresentar-se na rua, com fácil acesso a todos os públicos, ela tem uma característica que remete a elementos presentes desde os tempos mais remotos, como as pinturas feitas em cavernas. O grafite tem elementos muito contemporâneos, mas que descendem dos primórdios do homem da caverna, pois ele não perdeu a essência da simplicidade e da mensagem que é facilmente apresentada, pelo fato de estar em espaços públicos, facilmente visíveis e perceptíveis.

O hábito suja os olhos e nos banaliza o olhar. O grafite tem o importante papel de desmistificar a arte, apresentá-la para o espectador de forma gratuita, no seu cotidiano, na vida diária e corriqueira. Ele traduz o grito expressivo de que precisamos abrir nossos olhos e nossa mente para o que está sendo produzido e para a mensagem a ser compreendida… Mas como fica a questão do preconceito? É grafite ou pichação? Arte na rua é vandalismo?

Vale a pena debater sobre isso para que as pessoas entendam que a arte pode ser feita em qualquer lugar, principalmente na rua, saindo de dentro de espaços fechados, de forma elitizada, ainda que a arte contemporânea apresentada nas bienais tenha feito esse papel tão importante de mostrar que a arte pode estar nos lugares mais inusitados, quebrando rotinas, saindo da monotonia e valorizando cada vez mais o conhecimento artístico.

Grafite – Origens…


Grafite ou Pichação?…


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